I.
INTRODUÇÃO
Um dos maiores marcos da
humanidade foi, sem dúvida, o domínio do fogo pelo ser humano. A partir daí ele
pode se aquecer, cozinhar os alimentos e fundir o metal para a fabricação de
utensílios e máquinas, tornando desta forma possível o desenvolvimento.
O fogo, do ponto de vista acima descrito nos é
benéfico e de real necessidade, porém a partir do momento que nos foge do
controle passa a ser causador de danos à propriedades, pessoas e meio ambiente.
Ainda hoje, quando o fogo
ameaça, a reação do homem moderno é idêntica à dos primitivos: FUGIR.
O homem primitivo fugia
por desconhecer a natureza do fogo, já o homem moderno conhece as origens do
fogo, sabe que se trata de um fenômeno químico e também conhece todas as
maneiras de combatê-lo.
Todos nós sabemos que
fugir é a atitude mais errada pois:
·
O fogo sempre começa pequeno, com exceção das grandes explosões;
·
O homem conhece a natureza do fogo e possui os equipamentos necessários
para combatê-lo.
Nada como uma Brigada de Incêndio bem treinada para definir os caminhos
que o fogo pode tomar.
Pela sua rapidez de
intervenção na primeira fase do incêndio, poderá conter as chamas que em
segunda instância poderiam gerar graves conseqüências.
Somente a Brigada de
Incêndio conhece realmente as instalações, perigos específicos e meios de extinção de que a empresa dispõe,
e sabe como proceder para salvar vidas e o patrimônio.
Elas são de real
importância em edificações comerciais, residenciais, públicos, centros
comerciais e especialmente nas indústrias, ajudando sobremaneira em incêndios
de vulto especialmente pelos conhecimentos das particularidades das
instalações, processos e produtos manipulados.
Vamos treiná-los para que sejam
brigadistas atuantes, com bons conhecimentos das técnicas de prevenção e
combate sinistros e técnicas de primeiros socorros, melhorando a cada dia seu desempenho como
profissionais, cidadãos e desenvolver em todos o espirito de trabalho em grupo,
fundamental para se realizar o controle das emergências, tanto no local de
trabalho como na comunidade.
ATRIBUIÇÕES
DE UMA BRIGADA DE INCÊNDIOS
a)
Combater princípios de incêndio, efetuar salvamentos e exercer a
prevenção de acordo com as normas existentes.
b)
Avaliar todos os riscos existentes na planta.
c)
Realizar inspeções gerais dos equipamentos de combate a incêndio.
d)
Conhecer todas as rotas de fuga existente e realizar inspeções
gerais nas mesmas.
e)
Elaborar relatórios das irregularidades encontradas.
f)
Promover as medidas de segurança propostas pelo Coordenador de
Emergência (Técnico de Segurança).
g)
Conhecer os locais de alarme de incêndio e o princípio de
acionamento de todo o sistema.
h)
Conhecer todas as instalações da fábrica.
i)
Conhecer o princípio de funcionamento e acionamento de todos os
extintores.
j)
Atender rapidamente à qualquer chamado de emergência.
k)
Agir de maneira rápida, enérgica e convincente em situações de
emergência qualquer que seja ela.
l)
Verificar se os locais onde existe a proibição de se acender
fósforos, utilizar chamas ou fumar estão sendo respeitados.
m)
Atuar nos sinistros sempre utilizando os seus EPI’s, sem se
esquecer jamais que deve servir de exemplo para os outros.
n)
Orientar a população fixa e flutuante sobre as normas de segurança
e prevenção, bem como das rotas de fuga e áreas de escape.
o)
Participar ativamente de exercícios e simulados.
p)
Controlar o tráfego de pessoas e veículos de modo a facilitar a
atuação das equipes de combate e socorristas.
q)
Prestar qualquer tipo de apoio, na ocasião do sinistro, caso não
lhe caiba missão específica.
r)
Remover materiais combustíveis com o intuito de facilitar a
entrada de equipamentos de combate a incêndios.
s)
Isolar e proteger equipamentos, máquinas, arquivos etc., ainda não
atingidos pelo fogo.
t)
Orientar o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar quando da sua
chegada.
II.
TEORIA DO FOGO
O fogo é um tipo de
queima, de oxidação. É um fenômeno químico, uma reação que provoca profundas
alterações nas substâncias que queimam.
Oxidação significa uma transformação
de um composto ou material da qual participa o oxigênio. Ela pode ser:
·
LENTA, como no caso da ferrugem, que é uma queima sem chamas.
·
RÁPIDA, como na queima de uma folha de papel, onde há chamas e calor.
·
INSTANTÂNEA, como na explosão de uma dinamite.
Esta reação química que
libera luz e calor é chamada de COMBUSTÃO.
Portanto, a combustão é a
reação química de oxidação que libera luz e calor radiante e tem como resultado
gases tais como vapor d’água, gás carbônico, enxofre, etc., podendo ainda,
dependendo do material que está queimando liberar gases ácidos ou altamente
tóxicos.
A fim de melhor explicar vamos nos utilizar
do TRIÂNGULO
DO FOGO, que se compõe de três elementos:

COMBUSTÍVEL
É o elemento que alimenta
o fogo e facilita a sua propagação e, com pequenas exceções, compreende todos
os materiais sólidos, líquidos e gasosos.
·
LÍQUIDOS: gasolina, álcool, éter,
acetona, etc..
·
SÓLIDOS: madeira, papel, papelão,
plásticos, tecidos, etc..
·
GASOSOS: butano, metano, propano,
etc..
A maioria dos materiais de
origem orgânica, devem sofrer transformações para a forma de vapores ou gases
antes de ocorrer a combustão.
O combustível também é
chamado de agente redutor.
COMBURENTE
É o elemento que ativa e
dá vida ao fogo. Trata-se do oxigênio ( O2 ) presente na atmosfera,
na proporção de 21% ao nível do mar, sendo o restante constituído por 78% de
nitrogênio (N2) e 1% de outros gases como argônio, hélio, gás
carbônico, etc..
Para que se ocorra o fogo
(chamas), é necessário que se tenha pelo menos 16% de oxigênio presente no
ambiente.
CALOR
É o elemento que dá início
ao fogo, que o mantém e amplia a sua propagação. Ele eleva a temperatura de um
combustível até um ponto no qual uma quantidade suficiente de vapores seja obtida
para ocorrer a combustão.
Podemos então concluir que
para que possamos ter fogo, é necessário que tenhamos os três elementos -
COMBUSTÍVEL, CALOR E COMBURENTE – na proporção exata para a queima e se
retirarmos qualquer um deles não haverá a combustão.
COMPONENTES DO FOGO
Podemos dizer que o fogo é
a parte visível de uma combustão e consequentemente este pode apresentar-se de
duas maneiras diferentes as quais podem aparecer isoladamente ou em conjunto:
·
Como brasas
·
Como Chamas
Normalmente estas apresentações físicas do fogo são determinadas pelo
combustível, sendo que se for líquido ou gasoso, o fogo terá sempre a forma de
chamas, pois os líquidos se transformam em vapores antes de queimar.
Se for sólido, o fogo
poderá apresentar-se na forma de chamas e brasas ou somente brasas.
TEMPERATURA DAS CHAMAS E
BRASAS
É muito importante o
conhecimento das temperaturas das chamas e brasas em um incêndio. Com a prática
e como a cor das mesmas variam de acordo com as temperaturas, observou-se o
seguinte:
|
CHAMAS
|
O
C
|
O
F
|
|
Vermelho
visível à luz do dia
|
515
|
957
|
|
Vermelho
pálido
|
1.000
|
1.832
|
|
Vermelho
alaranjado
|
1.100
|
2.012
|
|
Amarelo
alaranjado
|
1.200
|
2.192
|
|
Amarelo
esbranquiçado
|
1.300
|
2.372
|
|
Branco
brilhante
|
1.400
|
2.550
|
|
BRASAS
|
O
C
|
O
F
|
|
Início
da combustão = vermelho
|
400
|
752
|
|
Vermelho
escuro
|
700
|
1.292
|
|
Vermelho
pálido
|
900
|
1.652
|
|
Amarelo
|
1.100
|
2.012
|
|
Começo
de azul
|
1.300
|
2.372
|
|
Azul
claro
|
1.500
|
2.732
|
Os corpos quando submetidos à temperaturas muito elevadas ou acima de
seu normal, se dilatam. Este fenômeno é responsável pelo desmoronamento de
edificações durante um incêndio, quando a temperatura é muito elevada.
CARACTERÍSTICAS FISÍCO QUÍMICAS
·
PONTO DE FULGOR
É a temperatura mínima necessária para
que um combustível comece a desprender vapores ou gases inflamáveis que,
combinados com o oxigênio do ar e em contato com uma chama comecem a queimar.
O principal aspecto deste ponto é que
se retiramos a chama, o fogo se apagará devido a pouca quantidade de calor para
produzir gases suficientes para manter a transformação em cadeia, ou seja, o
fogo.
·
PONTO DE COMBUSTÃO
É a temperatura mínima necessária para
que um combustível desprenda vapores ou gases inflamáveis que combinados com o
oxigênio do ar e ao entrarem em contato com uma chama se inflamem e, mesmo que
se retire a chama, o fogo não se apagará pois a temperatura faz gerar do
combustível vapores e gases suficientes para manutenção da combustão ou
transformação em cadeia.
·
PONTO DE IGNIÇÃO
É a temperatura mínima em que os
materiais, desprendendo gases ou vapores, entram em combustão apenas ao contato
com o oxigênio do ar, independente de qualquer fonte de calor.
A fim de ilustrarmos o acima citado,
vejamos a seguinte experiência muito simples: coloquemos em um frasco, pequenos
pedaços de madeira, esquentando-os em chama de gás. Com o desenvolvimento do
calor passaremos a observar os seguintes fenômenos:
·
quando
a temperatura alcançar 100oC , começa a se desprender vapor de água;
·
Ao
continuar o aquecimento observaremos que a madeira começa a ficar amarela,
marrom e finalmente negra a partir dos 150oC. Se no momento em que
começar a enegrecer acendermos um fósforo na boca do frasco, notaremos que os
vapores se incendiarão em contato com a chama mas não se sustentará. Neste
momento foi atingido o ponto de fulgor.
·
Com
o aumento do calor veremos que os gases incendeiam-se em contato com a fonte de
calor externe e se mantém em
chamas. Neste momento foi atingido o ponto de combustão.
·
Continuando
a aquecer o frasco chegaremos a uma temperatura em que os gases se incendiarão
somente em contato com o oxigênio do ar, não necessitando de uma fonte externa
de calor. Neste momento atingiu-se o ponto de ignição.
Isto explica porque certos
combustíveis queimam mais rapidamente do que outros. São os combustíveis que
possuem maior facilidade de desprender gases ou vapores.
Segue abaixo exemplo de pontos de
ignição e fulgor de alguns materiais combustíveis:
|
MATERIAL
|
PONTO DE FULGOR
|
PONTO
DE IGNIÇÃO
|
||
|
|
OC
|
OF
|
OC
|
OF
|
Acetaldeído
|
- 27
|
- 17
|
185
|
365
|
|
Acetato
metílico
|
- 10
|
14
|
454
|
850
|
|
Acetona
|
- 17.7
|
0
|
538
|
1000
|
|
Álcool
Etílico
|
12.6
|
55
|
371
|
700
|
|
Álcool
Metílico
|
11.1
|
52
|
426
|
800
|
|
Benzeno
|
- 11.1
|
12
|
538
|
1000
|
|
Éter
Etílico
|
- 45
|
- 49
|
180
|
842
|
|
Gasolina
|
- 42
|
- 45
|
257
|
495
|
|
Hexana
|
- 26
|
- 15
|
260
|
500
|
|
Óleo
de amendoim
|
282
|
540
|
445
|
833
|
|
Parafina
|
199
|
390
|
245
|
473
|
|
Pentana
|
- 40
|
- 40
|
308
|
588
|
|
Tolueno
|
4.4
|
40
|
552
|
1026
|
PRODUTOS DA COMBUSTÃO
Os materiais sob a ação do fogo sofrem
transformações que produzem sub produtos perigosos à quem não está protegido
convenientemente e muito próximo ao fogo.
A maior parte dos materiais
combustíveis contêm carbono. Durante o processo de queima estes materiais
liberam o dióxido de carbono (CO2) e mais freqüentemente o monóxido
de carbono (CO).
Se existe oxigênio suficiente para uma
combustão completa, o que dificilmente ocorre, o principal gás liberado é o
dióxido de carbono, entretanto como muitas substâncias não queimam
completamente, o monóxido de carbono é o maior produto da combustão.
O monóxido de carbono é um gás sem
cheiro, gosto ou cor, que quando inalado forma um composto estável com o sangue
– a carboxihemoglobina – que impede a chegada do oxigênio aos órgãos e
músculos, bem como a expulsão do gás carbônico dos mesmos.
O Oxigênio não pode ser levado através
da corrente circulatória até os órgãos vitais e as exposições à altas
concentrações de monóxido de carbono podem ser rapidamente fatais.
Para se ter uma idéia de sua
periculosidade basta dizer:
·
0,5%
produz a inconsciência
·
1,0%
provoca a paralisação de braços e pernas
·
2,0%
matam em uma hora
·
10%
matam imediatamente
Por isso, quando um brigadista sentir
a mais leve dor de cabeça em um ambiente enfumaçado, deve abandoná-lo
imediatamente, procurando respirar ar fresco antes que o monóxido de carbono o
impeça de fazê-lo.
A presença de combustão e gases de
incêndio em um ambiente, sempre indica que houve a diminuição dos níveis de
oxigênio (ambiente fechado), e a medida que este nível diminui, diminui a
capacidade de julgamento das pessoas, pois a quantidade de oxigênio que o
sangue leva ao cérebro também cai.
As equipes de combate ao fogo e
salvamento, devem estar atentas a ambientes potencialmente perigosos que podem
ser encontrados em operações de combate e socorro em caso de sinistros.
Onde há fogo há sempre a presença de
fumaça. Esta é o produto da combinação de gases de incêndio com partículas
sólidas e líquidas, obtidas na combustão e em suspensão no ar.
Em conjunto com os gases tóxicos, a
fumaça diminui consideravelmente a visibilidade e causa pânico nas pessoas,
principalmente em ambientes fechados. O contato direto com as partículas em
suspensão na fumaça irrita os olhos, o nariz, a boca e passagens respiratórias.
III.
PROPAGAÇÃO DO FOGO
De importância indiscutível, quer nos
trabalhos de extinção, quer nos trabalhos de prevenção, é conhecer como o fogo
pode se propagar.
Onde há fogo, há calor, e é este calor
que faz com que o fogo apareça em pontos onde menos se espera. Três são as
formas de transmissão de calor:
CONDUÇÃO
É a transmissão de calor de molécula
para molécula, de matéria para matéria, isto é, sem intervalo entre os corpos.
No vácuo absoluto não há condutibilidade de calor.
Como exemplo, podemos citar uma
experiência bastante simples: colocamos a ponta de uma barra de ferro em uma
chama. Depois de algum tempo a outra ponta estará tão quente que não poderemos
mais tocá-la.
O calor foi transmitido de molécula
para molécula da barra de ferro tomando conta da mesma como um todo.
Se, em um incêndio temos treliças,
vigas ou outros materiais que se comuniquem com áreas adjacentes, mesmo
isoladas por paredes, estes se aquecerão e materiais que tenham seu ponto de
ignição mais baixo e estejam em contato com o material aquecido, poderão entrar
em combustão do outro lado da parede, gerando um novo foco de incêndio.
CONVECÇÃO
A transmissão de calor pela convecção
é característica dos líquidos e gases. Nestas substâncias as partes quentes
tendem a subir e as mais frias a descer.
Normalmente a convecção se faz no
sentido vertical, mas, correntes de ar podem conduzir o calor por convecção
para todas as direções.
Como exemplo, podemos citar o incêndio
em um edifício. Temos por exemplo, o segundo andar pegando fogo e de repente
verificamos que no quarto ou quinto andar também começa um novo foco de
incêndio. Como Isto é possível?
O incêndio que começou no segundo
andar super aquece o ar neste andar. O ar e os gases de incêndio super
aquecidos sobem pelo poço do elevador e aquecem materiais dois ou três andares
acima. Estes materiais são aquecidos até atingirem seu ponto ignição, entrando
em combustão e gerando novos focos de incêndio.
RADIAÇÃO
É a transmissão de calor por meio de
ondas caloríficas que se propagam através do espaço, sem utilizar qualquer tipo
de material.
A energia é transmitida na velocidade
da luz e ao encontrar um corpo as ondas são absorvidas ou refletidas.
Como exemplo podemos citar as ondas de
calor emanadas do sol, de uma fogueira, de um forno, etc..
ABSORÇÃO DE CALOR
Alguns fatores influenciam diretamente
para que um corpo absorva mais ou menos calor. São eles:
a) A
cor
A cor preta absorve mais calor e a
branca menos.
b) O
polimento
A superfície polida absorve mais calor
e a áspera menos.
c) O
ângulo de incidência
Quanto mais perpendicularmente as
ondas de calor incidem na superfície de um material, mais calor este absorve.
IV.
CLASSES DE INCÊNDIO
Os incêndios são classificados de
acordo com as características do material, levando-se em conta ainda, as
condições em que queimam, sendo divididos em quatro classes principais que
veremos a seguir.
É de suma importância que, no combate
ao fogo, o brigadista saiba identificar imediatamente à que classe de incêndio
pertence aquele que está à sua frente. Somente com o conhecimento do material
que está queimando, poderá descobrir o melhor método à ser utilizado para uma
extinção rápida e segura.
INCÊNDIOS CLASSE “A”
Nesta classe enquadram-se os incêndios produzidos por materiais sólidos
ou fibrosos tais como o papel, a madeira, tecidos, algodão, e outros.
Uma característica importante, é que
estes materiais queimam em superfície e profundidade, formando brasas em pontos
profundos.
Outra característica é que deixam como
resíduos da queima, brasas e cinzas, necessitando para sua extinção um agente
extintor que absorva calor e tenha poder de penetração ( água e seus derivados
).
INCÊNDIOS CLASSE “B”
Ocorrem em líquidos inflamáveis, graxas, óleos e em outros líquidos
voláteis e gases inflamáveis e são incêndios de superfície.
Os incêndios de classe B ocorrem
freqüentemente em tanques abertos, derramamentos ou vazamentos.
INCÊNDIOS CLASSE “C”
Ocorrem em equipamentos elétricos
energizados como motores elétricos, transformadores, cabos elétricos, etc.,
podendo ser atacado somente com agentes extintores específicos, que não
conduzam corrente elétrica.
Após a interrupção do fornecimento de
energia elétrica, podem ser combatidos como sendo um incêndio de classe ª
INCÊNDIOS CLASSE “D”
Este tipo de incêndio ocorre em metais
pirofóricos tais como o alumínio, titânio, lítio, magnésio, etc., exigindo para
sua extinção agentes extintores especiais que isolem o material em combustão do
oxigênio presente no ar interrompendo a combustão.
V.
PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS
Para que possamos realizar uma boa
prevenção de incêndio, torna-se imperativo que conheçamos perfeitamente as
causas básicas que levam a dar início ao incêndio.
São cinco estas causas básicas:
CHAMA EXPOSTA
Quando em contato com qualquer
material dá aquecimento capaz de gaseificá-lo, dando início à combustão.
São exemplos de trabalhos que geram
chama exposta:
·
Corte
e solda a oxiacetileno
·
Solda
elétrica
·
Esmerilhamento
·
Quaisquer
outras operações que produzam chamas ou centelhas
ELETRICIDADE
As principais causas que provocam a
transformação da energia elétrica em energia calórica são:
·
Super
aquecimento devido a sobrecarga nos circuitos calculados.
·
Arcos
e centelhas devido principalmente à curtos circuitos
·
Faíscas
provenientes de chaves e circuitos elétricos
·
Falta
de proteção no circuito
ATRITO
Atrito ou fricção é a transformação da
energia mecânica em energia calórica, desde que não estejam devidamente
lubrificadas, que têm como principais agentes :
·
Mancais
·
Polias
·
Esteiras
REAÇÕES QUÍMICAS
Inúmeras substâncias químicas podem
ocasionar incêndios devido à sus reações, e dentre elas podemos destacar o
ácido sulfúrico e a cal virgem, que em contato com a água reagem despendendo
uma grande quantidade de calor.
COMBUSTÃO EXPONTÂNEA
É o processo pelo qual os corpos se
inflamam sem a necessidade de uma chama ou faísca de ignição.
Podemos tomar como exemplo materiais
de origem orgânica que durante sua estocagem ou decomposição podem dar início à
uma combustão expontânea gerando um incêndio.
Existem ainda outras causas que podem
provocar incêndios como raios, calor solar, vulcões, meteoros, etc..
CLASSIFICAÇÃO DAS CAUSAS DE INCÊNDIO
1.
Causas
naturais
São as causas que não dependem da
vontade do homem, como os raios, vulcão, terremoto, combustão expontânea,
etc...
2.
Causas
acidentais
Chamas expostas, eletricidade, balões,
etc...
3.
Causas
criminais
Fraudes para recebimento de seguros,
para ocultação de crimes, piromania, etc...
MEDIDAS DE PREVENÇÃO
Após a exposição das causas mais
comuns de incêndios podemos adotar algumas medidas que podem minimizar o risco
de incêndios:
·
Quando
do trabalho com chama exposta certificar-se de que o local da realização dos
trabalhos não possui materiais inflamáveis ou combustíveis próximos;
·
Cobertura
de tubulações de passagem de produtos
·
Manter
sempre um extintor de incêndio próximo aos trabalhos com chama exposta;
·
Não
permitir “gatos ou gambiarras” em circuitos elétricos;
·
Não
aumentar as saídas das tomadas utilizando-se benjamins;
·
Verificar
se máquinas e equipamentos estão desligados e seus plugs retirados das tomadas
ao término do expediente;
·
Manter
equipamentos de combate a incêndios desobstruídos;
·
Não
deixar materiais combustíveis ou inflamáveis próximos a tomadas ou painéis
elétricos;
·
Identificar
os processos de produção que possam gerar energia calórica e adotar as medidas
preventivas necessárias;
Estes são alguns pontos ora
relacionados, mas o brigadista deve utilizar de seu conhecimento dos processos
produtivos e de perspicácia para localizar outros pontos e adotar as medidas
preventivas necessárias.
VI.
MÉTODOS DE EXTINÇÃO
Para que o combate ao fogo seja
realizado de maneira eficiente, o brigadista deve conhecer também os métodos de
extinção a fim de deles se utilizar corretamente.
São três os métodos de extinção:
·
RESFRIAMENTO que é quando se retira o calor
·
ABAFAMENTO que é quando se retira o comburente
(oxigênio)
·
ISOLAMENTO que é quando se retira o combustível
RESFRIAMENTO
É o método mais comum de extinção de
incêndios, ou seja, quando baixamos a temperatura do combustível até um ponto
onde não exista mais a possibilidade de desprendimento de gases ou vapores.
Em grandes quantidades a água tem a
capacidade de absorver uma grande quantidade de calor e pode ser aplicada na
forma de jato pleno, neblina ou incorporada à espuma.
ABAFAMENTO
A grande maioria dos combustíveis só
queima na presença do oxigênio (comburente), presente na atmosfera à uma quantidade
de 21%, portanto se conseguirmos retirá-lo o fogo será extinto.
Quando a porcentagem de oxigênio é
limitada ou reduzida à 15% o fogo deixa de existir, o que é conseguido através
da diluição com gás carbônico ou espuma mecânica.
Convém lembrar que certos materiais
queimam em concentrações muito baixa de oxigênio, como ocorre com a madeira
(sólido) ou o acetileno (gás) que necessitam de menos de 4% de oxigênio para
manterem a combustão.
ISOLAMENTO
A retirada do combustível diminui
muito o vulto que tomaria o incêndio, pois estaria diminuindo as possibilidades
de propagação do fogo por contato ou condução.
Muitas vezes a retirada do combustível
é perigosa e difícil, mas há exceções.
O combustível poderá ser retirado
isolando-o, bloqueando seu suprimento, transferindo-o, etc., sempre que houver
condições de segurança para a equipe que está realizando o trabalho.
|
Um
quarto método é a interrupção da reação em cadeia entre o combustível e o
agente oxidante. Estudos realizados nos últimos anos têm demostrado que o
conceito de “remover o calor, o combustível e comburente” para extinção do
fogo não se aplica quando são utilizados o pó químico seco ou compostos
halogenados. Estes agentes inibem o produto da queima, resultando na
diminuição da velocidade da combustão – a velocidade da evolução do calor –
com conseqüente extinção do fogo.
|
VII.
AGENTES EXTINTORES
Todo material que por ventura possa
ser utilizado no combate ao fogo podemos considerar como agente extintor.
São certas substâncias químicas,
líquidas ou gasosas, que são utilizadas para extinção de um incêndio, dispostas
em aparelhos portáteis de utilização imediata (extintores), conjuntos
hidráulicos (hidrantes) e dispositivos especiais (sprinklers ou baterias fixas
de CO2).
ÁGUA
É o mais comum e mais utilizado agente
extintor utilizado no combate ao fogo, sendo também o mais barato e o mais
fácil de encontrar na maioria dos casos.
É utilizada principalmente nos
incêndios de classe A, quando necessitamos extinguir as brasas em pontos profundos
do material incendiado. Para aumento da capacidade de penetração da água nestes
materiais é comum que se misture à mesma detergentes ou agentes umectantes, que
quebram a tensão superficial da água, solução esta que recebe o nome de “água molhada”.
Com o esguicho regulável, a água pode
ser aplicada em jatos de 30o
aumentando o seu rendimento no que se refere a área a ser resfriada,
além de proteger ao mesmo tempo o brigadista ou bombeiro que se encontra
manejando o esguicho. Também com o esguicho regulável, podemos utilizá-la em
forma de neblina, aumentando ainda mais o campo de aplicação, sendo muito
utilizada nesta forma para combater incêndios da classe B.
Há ainda, o vapor d’água, muito
utilizado em locais onde os agentes convencionais não podem ser utilizados ou
por qualquer motivo se tornem ineficazes, agindo, neste caso, por abafamento.
Utilizamos ainda a forma de espuma,
que é formada quase que exclusivamente por água mais um agente espumante –
Líquido Gerador de Espuma (LGE) – que pode ser a base de proteínas ou
sintético. É obtida através de um sistema de aeração e batimento em um esguicho
especial chamado de canhão lançador de espuma.
Nos líquidos inflamáveis ou
combustíveis, a espuma forma uma película em sua superfície isolando-o do ar
ambiente extinguindo o fogo por abafamento.
Toda vez que líquidos imissíveis são
agitados juntos e um dos líquidos se dispersa através do outro em forma de
pequenas gotículas, forma-se uma emulsão. Pode-se obter por este método a
extinção de incêndios em líquidos inflamáveis viscosos, pela aplicação de água,
pois o efeito de resfriamento que proporcionará na superfície destes líquidos,
impedira a liberação de sus vapores inflamáveis.
Normalmente na emulsificação, gotas de
inflamáveis ficam envolvidas individualmente por gotas de água, dando no caso
dos óleos, um aspecto leitoso.
Com alguns líquidos viscosos a
emulsificação apresenta-se na forma de uma espumação que retarda a liberação de
vapores inflamáveis.
Precisam ser tomados cuidados
especiais na utilização deste método em líquidos com grande profundidade, pois
o efeito de espumação pode ser violento, a ponto de derramar o líquido para
fora do tanque que o contém.
O efeito da emulsificação pode ser
obtido por meio de jatos de neblina de alta velocidade com partículas pesadas.
Jatos plenos devem ser evitados nos
líquidos inflamáveis viscosos pois podem ocasionar violenta efervescência com
grande espumação (super ebulição).
Incêndios em materiais solúveis em
água podem, em alguns casos, serem extintos por diluição.
Por exemplo, a diluição técnica pode
ser realizada com sucesso em incêndios envolvendo álcool etílico ou metílico
derramado e espalmado no solo, onde for possível estabelecer-se uma adequada
mistura de água e álcool não inflamável, não sendo esta técnica recomendável
para extinção em tanques ou recipientes contendo grandes quantidades de
inflamável.
GÁS CARBÔNICO
Trata-se de um gás mais pesado que o
ar e age por abafamento. Possui também a ação de resfriamento e pode ser
utilizado em qualquer tipo de incêndio, sendo porém mais eficiente em incêndios
em equipamentos elétricos energizados.
O dióxido de carbono ou simplesmente
gás carbônico, é composto de carbono e oxigênio. Neste gás o carbono está
ligado ao máximo de átomos de oxigênio que quimicamente pode adquirir, portando
não pode ocorrer nova oxidação e consequentemente isto determina que este gás é
incombustível.
Embora não seja tóxico, pode ocasionar
asfixia, pois quando liberado provoca o deslocamento do ar respirável,
substituindo – º
São armazenados em cilindros de aço e
quando liberado da compressão, se vaporiza e sua rápida expansão abaixa
violentamente a temperatura que pode chegar a menos 78o C, sendo que
parte do gás se solidifica em pequenas partículas formando uma neve carbônica conhecida como “gelo seco” .
O gás carbônico é utilizado para
extinção de incêndios especiais, onde é exigido um agente extintor não condutor
de eletricidade ou que não deixe resíduos, que não tenha ação prejudicial sobre
os equipamentos ou pessoas.
Pode ser utilizado para o serviço de
extinção de incêndio por meio de extintores portáteis, carretas, instalações
fixas e carros especiais.
Como agente extintor tem inúmeras
qualidades: não é corrosivo, não produz estragos, não deixa resíduos, fornece
sua própria pressão para funcionamento dos extintores, penetra e se espalha por
todos os lados, não conduz eletricidade, etc..
Apesar de ser um ótimo agente
extintor, possui limitações como:
·
superfícies
quentes e em brasas pois estas podem reacender após a dissipação do gás;
·
materiais
que contenham oxigênio em sua composição, pois neste caso há um auto suprimento
de comburente e devemos usar os agentes oxidantes como o nitrato de celulose ou
permanganato de potássio;
·
produtos
químicos reativos como o sódio, o potássio, o magnésio, o titânio e o zircônio,
ou os envolvendo hidretos metálicos que decompõem o gás carbônico.
É considerado satisfatório para
proteção nos seguintes riscos:
·
materiais
inflamáveis líquidos e gasosos;
·
equipamentos
elétricos energizados;
·
motores
e máquinas que utilizam gasolina ou outros combustíveis;
·
muitas
substâncias químicas perigosas;
·
auxilia
na extinção de combustíveis comuns como o papel, madeira, tecido, etc., sendo
neste caso bastante efetivo quando usado em compartimentos fechados pelo
sistema de inundação total.
PÓ QUÍMICO SECO – PQS
Os principais produtos químicos
utilizados na produção industrial normal dos pós químicos para agentes
extintores são:
·
bicarbonato
de sódio
·
bicarbonato
de potássio
·
cloreto
de potássio
·
uréia-bicarbonato
de potássio
·
fosfato
de monoamônio
Também diversos aditivos são
misturados à estes produtos básicos a fim de melhorar suas características de
armazenamento, fluidez, repelência à água, resistência à aglomeração e
resistência à vibração.
Os aditivos mais comuns utilizados são
os estearatos metálicos, tricloreto de fosfato e polímeros de silicone, que
recobrem as partículas do pó para torná-las soltas e fluentes, resistentes ao
empedramento, à umidade e à vibração.
O pó necessita ser estável à
temperaturas normais e baixas, entretanto, como alguns de seus aditivos podem
se fundir tornando-se pegajosos sob a ação de altas temperaturas, normalmente
se recomenda uma temperatura máxima para armazenamento de 60o C (140o
F).
Os ingredientes utilizados atualmente
nos pós químicos não são tóxicos, mas uma descarga de grande volume pode causar
dificuldades respiratórias temporárias durante e imediatamente após, além de
dificultar seriamente a visão.
O tamanho das partículas de pó variam
entre 10 e 75 micras, sendo que, seu tamanho é muito importante na sua
eficiência extintora, exigindo um cuidadoso controle não excedam ou fiquem além
do tamanho ideal (média ideal entre 20 e 25 micras).
O sucesso na aplicação de qualquer
agente extintor depende quase sempre da forma que este é utilizado pelo
operador, no caso do pó químico segue abaixo algumas regras básicas:
·
O
efeito extintor aumenta na proporção que a área de queima seja envolvida por
nuvem de pó, pois abrangendo toda a superfície de queima, esta interrompe a
reação em cadeia a um só tempo;
·
A
nuvem de pó deve pairar sobre a superfície em chamas a uma altura entre 30 e 40 centímetros ;
·
A
nuvem de pó somente será obtida sobre a superfície em combustão, se for
respeitada uma determinada distância entre a pistola do aparelho extintor e a
superfície em chamas, variando de três a cinco metros para extintores e de
cinco a dez metros para unidades móveis providas de pistolas.
·
Não
havendo distância, ou sendo ela muito pequena, entre a pistola do aparelho extintor
e a superfície em chamas, o pó atingirá as chamas em forma de jato e terá seu
efeito muito reduzido, aumentando o consumo;
·
Sendo
muito grande a distância a nuvem de pó se formará antes da área de queima e o
efeito será praticamente nulo;
·
Em
qualquer circunstância o fogo deverá ser atacado na direção do vento, não só
para que este não desfaça a nuvem de pó, como também para que o brigadista
esteja protegido pela própria nuvem;
·
Para
uma rápida e melhor formação da nuvem de pó recomenda-se logo após o acionamento
da pistola, realizar movimentos laterais com a mão, como um pêndulo, realizando
um trajeto em zig-zag;
·
Outra
forma de produzir a nuvem de pó, é dirigir o jato sólido para o solo, nas
proximidades do incêndio. A nuvem se forma próximo a parede de chamas e é
empurrada para dentro do incêndio à medida que o brigadista avança, saturando o
ambiente e extinguindo o fogo rapidamente;
·
Na
extinção com PQS, como com qualquer outro agente extintor, é importante notar
que a vazão do agente influi decisivamente no sucesso. Quando a vazão é pequena
nenhuma quantidade de agente extintor é capaz de controlar o incêndio;
·
Se
um aparelho extintor for insuficiente para garantir boa vazão de PQS, em razão
do volume do fogo, recomenda-se a utilização conjunta de dois ou mais
aparelhos;
·
Há
casos onde existe obstáculos na área do fogo, os quais seriam uma barragem para
o pó, atrás do qual o fogo não se extingue. Deve-se então utilizar um segundo
extintor para extinção dos focos secundários.
I.
EQUIPAMENTOS DE COMBATE A INCÊNDIOS
EXTINTORES
Todos os estabelecimentos deverão ser
dotados de extintores de incêndio portáteis, inclusive os dotados de chuveiros
automáticos, a fim de combater as chamas em seu início, devendo serem
apropriados à classe do fogo a extinguir, conforme descrito abaixo:
·
Espuma
Mecânica deverá ser utilizado em incêndios das classes A e B.
·
Dióxido
de Carbono (CO2) deverá ser utilizado em incêndios das classes B E
C, embora possa ser utilizado nos de classe A .
·
Pó
Químico Seco deverá ser utilizado para os incêndios das classes B e C.
·
Água
Pressurizada ou “Água Gás” deverá ser utilizado em incêndios da classe A .
Os extintores deverão ser
inspecionados pelo menos uma vez por mês, examinando-se o seu aspecto externo,
os lacres e os manômetros quando o extintor for do tipo pressurizado.
Os cilindros dos extintores de pressão
injetada devem ser pesados semestralmente, e se a perda de peso for além dos
10%, deverá ser providenciada a sua recarga.
Devem, os extintores, possuir uma
etiqueta de identificação presa em seu bojo, constando data da carga, data para
recarga, e número de identificação, devendo esta ser convenientemente protegida
a fim de que estes dados não sejam danificados.
Chamamos de extintores portáteis as
unidades extintoras que possuem as seguintes características referentes à sua
capacidade:
|
Água Pressurizada
Pó Químico Seco
CO2
Espuma Mecânica
|
1, 4, 6, 8 e
4 e
|
Acima destas capacidades os extintores
obrigatoriamente devem ser sobre rodas, já sendo caracterizados como carretas.
Ainda podem ser pressurizados, ou
seja, já possuem pressão interna de trabalho ou de pressão injetada, quando o
extintor possui em sua lateral uma ampola de nitrogênio que deve ser aberta
antes do uso, a fim de pressurizar o cilindro tornando-o apto para o uso.
Os extintores de água pressurizada, pó
químico seco e espuma mecânica possuem manômetros que indicam as condições de
pressão de trabalho, sendo normalmente compostos de três cores:
·
VERMELHO : o extintor está sem pressurização
ou descarregado
·
VERDE: o extintor está em condições normais
de operacionalidade
·
BRANCO OU AMARELO: o extintor está com pressão acima do
normal.
Os extintores deverão estar
localizados em locais onde haja menos probabilidades do fogo bloquear o seu
acesso, e bem sinalizados além de terem que ter fácil acesso.
Devem possuir sinalização aérea e de
solo, imediatamente abaixo do extintor, a qual não poderá ser obstruída de
forma alguma, devendo esta área ter no mínimo 1m x 1m, não podendo os mesmos terem
a sua parte superior a mais de 1,60
m acima do piso.
SELEÇÃO DE EXTINTORES
|
CLASSES
DE INCÊNDIO
|
GÁS
CARBÔNICO (CO2)
|
PÓ
QUÍMICO SECO
(PQS)
|
ESPUMA
|
ÁGUA
|
|
CLASSE “A”
Fogo em materiais combustíveis
comuns, tais como papel, papelão, tecidos, madeira, onde o efeito de
resfriamento pela água ou soluções contendo água é de primordial importância
|
NÃO
RECOMENDADO
Apaga o fogo somente na superfície
|
NÃO
RECOMENDADO
Apaga o fogo somente na superfície
|
RECOMENDADO
Apaga por resfriamento e abafamento
|
EXCELENTE
Resfria, encharca e apaga totalmente
|
|
CLASSE “B”
Fogo em líquidos inflamáveis,
graxas, óleos e outros semelhantes onde o efeito abafante é primordial
|
RECOMENDADO
Não deixa resíduos e é inofensivo.
Age por diluição do oxigênio
|
EXCELENTE
Abafa rapidamente
|
EXCELENTE
Produz um lençol de espuma que abafa
o fogo
|
NÃO RECOMENDADO
|
|
CLASSE “C”
Fogo em equipamentos elétricos
energizados, onde a extinção deve ser feita com material não condutor de
eletricidade
|
EXCELENTE
Não deixa resíduos, não danifica e
não conduz eletricidade
|
BOM
Não conduz energia elétrica
|
NÃO RECOMENDADO
É condutora e danifica o equipamento
|
NÃO RECOMENDADO
É condutora
|
|
CLASSE “D”
Fogo em metais como o magnésio,
titânio, alumínio em pó e outros onde a extinção deverá ser feita por meios
especiais.
|
NÃO RECOMENDADO
|
RECOMENDADO
Compostos químicos especiais, sal
gema, grafite, areia, monofosfato de amônia
|
NUNCA
|
NUNCA
|
HIDRANTES
O sistema de proteção por hidrantes, é
composto pelo conjunto de canalizações, abastecimento de água, válvulas ou
registros, colunas ou tomadas d’água, mangueiras de incêndio, esguichos, chaves
de mangueiras e meios de aviso e alarme.
O conjunto compreende:
|
ABRIGO
ESGUICHO
REQUINTE
MANGUEIRAS
CHAVES
DE UNIÃO
ENGATES
RÁPIDOS
|
Compartimento
destinado a proteger as mangueiras e demais pertences do hidrante.
Dispositivo
destinado a formar e orientar o jato de água.
Bocal
rosqueado ao esguicho, destinado a dar forma ao jato.
Tubo
flexível, constituído internamente de borracha e protegido externamente com
lona
Peças
destinadas à facilitar a conexão das uniões ou engates.
Peças
localizadas nas tomadas de água e mangueiras, destinadas a interligar e
conectar as mesmas ao sistema de hidrantes.
|
Os pontos de captação de água e os
encanamentos de alimentação devem ser acionados e testados freqüentemente, a
fim de evitar o acúmulo de resíduos.
Existe ainda, uma infinidade de
acessórios que utilizamos em conjunto com o sistema hidráulico de combate a
incêndios, tais como derivantes, redutoras, proporcionadores entre outros, que
trataremos com o decorrer do treinamento.
Além destes materiais anteriormente
citados, temos ainda os equipamentos de arrombamento e corte, que servem para a
abertura de portas e paredes, para retirarmos materiais combustíveis do trajeto
do fogo, etc., que compreendem os machados, marretas, alicates de corte, corta
vergalhões, etc..
Outro equipamento de suma importância
para os brigadistas e o EPI, pois estes protegem os brigadistas permitindo que
os trabalhos de extinção, rescaldo, salvamento ou qualquer outro seja possível.
Os principais são:
·
Capacete
com viseiras refratárias
·
Luvas
em Nomex ou Neoprene
·
Capas
em Nomex ou Neoprene
·
Máscaras
autônomas
·
Luvas
de procedimento em caso de socorro
·
Botas
isolantes e resistentes à cortes.
·
Balaclavas
em Nomex
IX.EQUIPAMENTOS DE
DETECÇÃO, ALARME E COMUNICAÇÃO
SISTEMAS DE DETECÇÃO E ALARME
Endereçável
É composto de equipamentos apropriados
e de alta tecnologia que realizam o gerenciamento, supervisão e sinalização
precisa ponto a ponto do sistema, proporcionando fácil interpretação das
informações registradas pela central de alarme no exato momento da ocorrência
do sinistro, e garante segurança e confiabilidade além de permitir maior
precisão na detecção de um eventual foco de incêndio.
Este sistema possui uma rede de
detectores de calor e fumaça e botoeiras de alarme, interligados à uma central
de detecção. No caso da ocorrência de um princípio de incêndio, o sensor que o
detectou, envia uma mensagem para a central que imediatamente aciona o alarme e
mostra no painel o ponto exato da ocorrência.
Esta central possui a vantagem de que,
se por qualquer motivo, um ponto apresentar defeito ou ocorrer uma perda em
determinada secção, não compromete nenhum outro trecho do sistema.
Convencional
Da mesma maneira que o sistema endereçável,
este sistema possui sensores e botoeira ligados a uma central, só que em vez de
mostrar o ponto exato de uma ocorrência, mostra apenas a área à que está
ligado.
Se, por qualquer motivo houver o
seccionamento de uma parte da rede, toda a rede após a parte seccionada não
funcionará.
Existe ainda sistemas de detecção
interligados à sistemas de combate a incêndios automáticos, que quando detectam
a presença de fumaça ou calor, acionam sistemas de supressão de gás carbônico
ou heptafluoropropano, que é um gás ecologicamente limpo.
Estes gases inundam o ambiente à ser
protegido extinguindo o incêndio, mas são recomendados para ambientes onde não
existe a permanência de pessoas pois são asfixiantes simples.
Quando utilizados em áreas onde existe
pessoas devem possuir um sistema de retardamento, a fim de que do acionamento
do alarme até seu disparo, as pessoas tenham tempo de se evadirem.
Sistemas de Comunicação
Um bom sistema de comunicação interno
é fundamental para que o combate à sinistros seja realizado eficientemente,
Este sistema deve prever desde o
acionamento de brigadistas e Coordenador de Emergências fora da empresa até
pessoal de diretoria e gerentes de área.
Deve haver também um sistema capaz de
avisar as pessoas o mais rapidamente possível, para que as ações apropriadas,
possam ser desenvolvidas, como a evacuação de uma área ou do prédio como um
todo.
X.
TÉCNICAS DE COMBATE À INCÊNDIOS E
ABANDONO DE ÁREA
Neste capítulo iremos discutir normais
gerais que se aplicam ao combate direto à um sinistro, pois não existem livros
nem instruções que possam ensinar as regras ou maneiras exatas para que haja o
domínio de um determinado incêndio., contudo, existem certas práticas que
quando seguidas aumentam as possibilidades de êxito no combate ao fogo.
O combate ao fogo pode ser comparado a
uma batalha na qual se enfrenta um inimigo: O FOGO. Em toda operação de combate
existem três fases que devem ser consideradas:
a)
A
preparação
b)
A
Tática
c)
A
técnica
A preparação é levada a efeito antes
do fogo se manifestar e compreende os meios e disposições preventivas contra os
incêndios. E, enfim, a prevenção contra incêndios.
A tática compreende o estudo do
emprego adequado, no momento do fogo, de todos os meios providenciados na
preparação, conjugando-os de modo a se obter o máximo de eficiência no mais
curto espaço de tempo possível.
A técnica compreende a maneira como
são utilizados acertadamente todos os meios disponíveis.
1.
PREPARAÇÃO
Da preparação – Prevenção –
compreende, segundo o seu próprio nome, a preparação do campo onde se dará o
combate ao inimigo fogo. Para isso, deve-se criar as maiores dificuldades
possíveis para que, em caso de um princípio de incêndio surgir, os meios de
combate deverão estar disponíveis para ataque imediato.
A preparação deve ser sempre
melhorada, e por este motivo, quando do surgimento de um princípio de incêndio,
este deve ser minuciosamente analisado para que tiremos o máximo de proveito
dos ensinamentos que possa oferecer, providenciando imediatamente as correções
e adotar as medidas preventivas que se fizerem necessárias.
2.
TÁTICA
DE INCÊNDIO
Começa com o preparo dos membros das
equipes no que se refere à sua instrução individual e coletiva, na distribuição
do material de combate previamente estudado segundo a prevenção contra
incêndios.
Em qualquer luta que tenhamos que
enfrentar, devemos nos estabelecer em terreno seguro e com os meios suficientes
para atacarmos o inimigo em seus pontos fracos. Esta é uma idéia básica para
combatermos qualquer inimigo, inclusive o fogo.
Para que tenhamos êxito em um combate,
devemos conhecer as armas inimigas, que no nosso caso são as que contribuem
para o desenvolvimento do fogo, e é contra elas, que as nossas ações devem se
direcionar:
a)
O
tempo decorrido entre o início do fogo e o começo do combate
Exige dos brigadistas e bombeiros,
rapidez, bons conhecimentos e treinamento, que desta maneira reduzirão ao
mínimo o tempo necessário para o estabelecimento dos dispositivos de ataque ao
fogo. Na preparação, os meios de combate devem ser oferecidos à equipe que atua
diretamente no combate, o mais perto possível da área de atuação.
b)
Propagação
do fogo durante aquele período
Os componentes da brigada de incêndio,
devem estar psicologicamente preparados para enfrentarem o fogo, pois durante
os exercícios, dificilmente serão criadas condições e situações idênticas às de
um incêndio real, o que poderá ocasionar dificuldades em relação ao pessoal se
esta providência não for tomada.
Um exercício de extinção ao ar livre,
onde por exemplo, coloca-se um tanque regular de óleo para queimar, teremos
condições de calor e fumaça bastante sensíveis, entretanto, estas condições
serão muito mais sensíveis se colocarmos este mesmo tanque dentro de um
edifício. Quando o incêndio, nesta situação for verdadeiro, existem mais dois
fatores que devem ser considerados: a propagação e a surpresa.
c)
Velocidade
de combustão e poder calorífico do material da queima
Estes fatores muito contribuem para um
rápido desenvolvimento do incêndio e determinar as dificuldades em combatê-lo.
Este fator tem seu potencial reduzido
pela prevenção através do armazenamento dos materiais inflamáveis, explosivos e
perigosos, em locais apropriados e em quantidades limitadas dentro dos
requisitos de segurança recomendáveis e adoção dos meios adequados de extinção
segundo o combustível.
Após a análise de todos os fatores que
favorecem o incêndio, podemos concluir que o sucesso do combate ao fogo
dependerá principalmente do equipamento adequado disponível, da eficiência do
treinamento das equipes da brigada, das reservas de água para incêndio e das
condições atmosféricas.
No momento de um sinistro, o
Coordenador de Emergências deverá realizar um reconhecimento prévio do local,
embora o mesmo já deva ser por ele conhecido. Este reconhecimento deverá ser
feito em conjunto a equipe de exploração, que se necessário fará os
arrombamentos necessários, enquanto as equipes de combate e retaguarda preparam
e armam o material para ataque.
No reconhecimento deve ser verificado
se há pessoas no interior da área sinistrada à serem retiradas, certificar-se
sobre o que está queimando e sua exata localização, as possibilidades de
propagação do fogo, o foco do incêndio e a sua extensão, o acesso e os pontos
onde deve iniciar o combate.
Imediatamente após estas verificações,
dará as ordens considerando as observações feitas.
Deve também concluir sobre os perigos
a que ficarão expostos os membros das equipes da brigada, como perigos de
explosão, desmoronamentos, intoxicações, etc..
O combate deve ser conduzido
diretamente ao fogo, atacando-o de frente, lateralmente, e sempre procurando
envolvê-lo para cortar o seu alastramento.
Entretanto as circunstâncias que o
fogo se manifesta e as do terreno, são fatores que ditarão qual o meio de
ataque mais apropriado.
3.
TÉCNICA
DE INCÊNDIO
A tática de incêndio só será empregada
com êxito no combate ao fogo, quando os membros das equipes da brigada que a
empregarem conhecerem suficientemente a técnica de extinção de incêndios, o
emprego do agente extintor adequado e o conhecimento do emprego técnico de todo
material de bombeiro, usando-o sempre corretamente.
Devido a inúmeros fatores que cercam o
desenvolvimento de um incêndio, são diversos os problemas que se apresentam ao
se atacar um sinistro. Para solucioná-los em tempo oportuno no interior de um
estabelecimento, necessitamos conjugar todos os fatores acima estudados, ou
melhor: “Dentro de uma organização perfeita devemos ter uma preparação adequada
do terreno onde segundo a técnica certa, será desenvolvida uma tática de
combate que proporcionará um rápido domínio do incêndio.
Nos estabelecimentos com boa
organização de proteção contra o fogo, inicia-se o combate contra incêndios,
pela defesa individual, que compreende o conhecimento do uso do aparelhamento
primário de combate por todos os empregados que não fazem parte da brigada de
incêndio, aos quais, devem ser ministrados, além do conhecimento sobre os
extintores, como dar um alarme, como proceder em caso de um incêndio em seu
setor de trabalho como desligar máquinas, desimpedir caminhos, afastar
determinados materiais, etc..
Entretanto, toda vez que o fogo for
dominado por estes empregados, caberá a brigada verificar se o fogo não se
espalhou no interior de máquinas, dutos e outros espaços fechados e quando
necessário fará salvamento de máquinas, produtos e estoques
X.
ANÁLISE DE VÍTIMAS
Para socorrer uma vítima de acidente,
além dos procedimentos corretos os seguintes fatores devem ser considerados:
a)
Para
facilitar o socorro é importante que você tenha à mão, armazenados
convenientemente, alguns materiais como por exemplo faixas de crepe com
aproximadamente 10 cm
de largura, gaze, esparadrapo, luvas de procedimentos, etc. Outros materiais
podem ser acrescentados, porém não o faça sem antes consultar um especialista.
b)
A
vítima deve ser tranqüilizada e para isto você deve estar calmo e confiante.
Evite que ela conheça a extensão exata dos ferimentos.
c)
O
risco de contrair doenças infecto-contagiosas pode ser minimizado se alguns
cuidados forem observados tais como evitar o contato direto com sangue e
fluidos orgânicos da vítima, evitar ferir-se durante o atendimento, não levar
as mãos à boca, utilizar luvas de procedimento antes de começar a atender a
vítima.
d)
Somente
remova a vítima se houver perigo iminente de agravamento da situação, como por
exemplo fogo, afogamento, atropelamento, queda em precipício, inalação de gases
perigosos, etc., ou ainda quando a espera por socorro não for possível.
e)
A
remoção da vítima em estado grave não é tarefa fácil, principalmente quando não
houver ajuda. Assim, sempre que possível, deixe a remoção da vítima para uma
segunda etapa.
f)
Além
de atender a vítima, é importantíssimo que você providencie ajuda
especializada, chamando ou mandando chamar socorro médico. Não esqueça de
comunicar o local exato do acidente, número de vítimas e a gravidade dos
ferimentos.
Antes de iniciar o atendimento você
deve realizar uma pré avaliação do estado da vítima, procurando localizar
deformidades, sangramentos e outros sintomas que possam identificar uma
possível lesão.
Verifique antes de tudo o estado de
consciência do acidentado chamando-o para ver se ele esta consciente. Se
consciente procure fazer perguntas que esclareçam o que aconteceu e o que ele
está sentindo, se inconsciente verifique se a vítima respira e se tem
batimentos cardíacos.
Verifique se há grandes sangramentos
aparentes, e deformidades principalmente nos membros superiores e inferiores.
Verifique se há sangramentos nos ouvidos ou nariz pois podem ser indicadores de
um traumatismo craniano.
Verifique cuidadosamente se há
deformidades aparentes na coluna vertebral.
Priorize o atendimento para as lesões
mais graves como parada cardiorespiratória, grandes hemorragias externas ou
internas, estado de choque, fraturas expostas.
No Anexo I apresentaremos um esquema
de como realizar uma avaliação da situação da vítima bem como os procedimentos
elementares à serem adotados, lembrando que o apresentado não esgota o assunto,
devendo o socorrista fazer uso do bom senso e conhecimento para um atendimento
eficiente.
XI.
VIAS AÉREAS
No caso da vítima não estar respirando
proceda da seguinte maneira:
·
Verifique
se não há objetos estranhos obstruindo a passagem do ar.
·
Retire
dentadura, pontes ou outros objetos com o dedo, tomando cuidado para que a
vítima não contrai a musculatura bucal.
·
No
caso de não conseguir retirar o corpo estranho execute a manobra de Heinmlish.
·
Se
ainda não conseguir retirar o corpo estranho inicie a respiração artificial.
XIII. RESSUCITAÇÃO
CÁRDIO PULMONAR - RCP
Parada cardíaca ou respiratória é a
paralisação de uma função vital do organismo que neutraliza a oxigenação e a
circulação do sangue, podendo provocar a morte entre 3 e 5 minutos. Pode
ocorrer nos casos de acidentes com gases venenosos ou falta de oxigênio,
choques elétricos, corpos estranhos, afogamentos, etc.
As paradas cardíacas e respiratórias
serão abordadas em conjunto, pois apesar dos procedimentos de reanimação serem
diferentes, geralmente as causas são comuns para as duas situações. Além disso,
a paralisação de qualquer uma das duas funções, paralisará fatalmente a outra
se a reanimação não for feita imediatamente.
Nos casos de acidentes elétricos ou
envenenamento, alguns cuidados preliminares devem ser adotados durante a
abordagem da vítima:
Gases venenosos no ar, monóxido de
carbono ou falta de oxigênio
·
Somente
chegue perto se tiver certeza de que conseguirá remover a vítima do local com
segurança. Deverá ser utilizada proteção respiratória, a menos que a remoção
possa ser feita prendendo-se a respiração enquanto estiver no local contaminado
ou sem oxigênio. Elimine, se possível a causa da contaminação.
·
Transporte
a vítima para longe do local contaminado.
·
No
caso da parada respiratória ocorrer por gases venenosos, a respiração
artificial só poderá ser feita através de equipamentos.
Choque Elétrico
Esta situação exige cautela redobrada
devido ao alto risco para a pessoa que socorre, pois deve ser sempre
considerado o perigo nos casos que envolvem eletricidade. Estes salvamentos
devem ser feito por pessoas treinadas especificamente para o caso, mas em caso
de emergência podemos fazê-lo, tomando-se as devidas precauções antes de
iniciar a reanimação.
·
Sempre
que possível deve ser desligada a fonte da corrente elétrica.
·
Certifique-se
que esteja pisando em chão seco se não estiver utilizando calçados isolantes.
·
Não
se aproxime dos fios nem toque na vítima antes de separá-la da corrente
elétrica.
·
Para
retirar os cabos elétricos, utilize somente material não condutor de
eletricidade e que esteja seco como por exemplo uma vara, uma tábua, uma corda,
etc.
·
Ao
se aproximar, procure chegar pelo lado que puder ficar fora do alcance dos
cabos elétricos pois estes podem movimentar-se quando estão energizados.
·
Ao
iniciar a reanimação da vítima, certifique-se de que ambos estejam fora do
alcance dos cabos elétricos.
Identificação dos sinais vitais
|
Parada Respiratória
Sintomas Apresentados
·
Inconsciência
·
Lábios,
língua e unhas azuladas
·
Ausência
de movimentos no peito
Para
verificar a respiração observe se o peito da vítima está se movimentando.
|
Parada Cardíaca
Sintomas Apresentados
·
Inconsciência
·
Palidez
excessiva
·
Ausência
de pulsação
|
Para sentir a pulsação pressione a
região do pulso da vítima. Se a pulsação estiver muito fraca ela pode ser
sentida na região do pescoço (carótidas).
Reanimação
·
Devido
a grande gravidade da situação, tanto na parada cardíaca quanto na
respiratória, a reanimação deve ser iniciada imediatamente.
·
O
processo de reanimação deve ser mantido até o reinicio da respiração /
batimentos cardíacos voluntários, ou até que receba socorro médico, não devendo
ser interrompido nem mesmo na fase de transporte.
Respiração Artificial
·
Deite
a vítima de costas e afrouxe as suas roupas, principalmente em volta da
cintura, peito e pescoço.
·
Retire
qualquer corpo estranho da garganta ou boca. Se a língua estiver retraída
obstruindo a passagem de ar, puxe-a, utilizando-se de uma gaze, para não
escorregar da mão.
·
Limpe
a boca e a garganta da vítima. Se estiver sangrando ou vomitando vire a cabeça
de lado.
·
Apoie
uma das mãos sob a nuca e com a outra incline a cabeça para trás mantendo-a
nesta posição.
·
Puxe
o queixo para facilitar a passagem do ar.
·
Feche
as narinas da vítima utilizando o polegar e o indicador.
·
Coloque
sua boca sobre a boca da vítima com firmeza e sopre até notar que o peito está
levantando.
·
Retire
a boca e deixe o ar sair naturalmente.
·
Repita
o procedimento mantendo o ritmo de 4 em 4 segundos quantas vezes forem
necessárias.
|
ATENÇÃO
·
Para crianças a boca deve cobrir também o nariz e o procedimento deve
ser feito mais suavemente. Em bebes utilize somente o ar da boca.
·
Nas crianças pressione o estômago de vez em quando para evitar que se
encha de ar
|
Massagem Cardíaca
·
Deite
a vítima de costas em uma superfície firme e plana e ajoelhe-se ao seu lado
·
Apoie
a mão sobre a parte inferior do tórax, na região do externo, de forma a propiciar
a fazer a maior força possível.
·
Coloque
a outra mão sobre a primeira a faça forte compressão, utilizando o peso do seu
corpo para que o coração seja comprimido contra os ossos da coluna vertebral.
ATENÇÃO
Para
adolescentes utilize apenas uma das mãos e para crianças pequenas e bebês
utilize o polegar.
·
Retire
a pressão para que o tórax volte ao normal (descompressão).
·
Repita
o procedimento (compressão), mantendo o rítimo de uma tentativa a cada dois
segundos, quantas vezes forem necessárias.
·
Aumente
a compressão se os resultados não estiverem sendo satisfatórios.
Massagem cardíaca e
respiração artificial
Ocorrendo
simultaneamente parada cardíaca e respiratória, há necessidade de se fazer a
respiração e massagem cardíaca ao mesmo tempo.
Se
for realizado por um socorrista, deve ser efetuada 30 (quinze) massagens para 2
(duas) ventilações, repetindo-se o movimento quantas vezes forem necessárias.
Se
realizado por dois socorristas, deve ser efetuada 5 (cinco) massagens para 1
(uma) ventilação, repetindo-se o movimento quantas vezes forem necessárias.
Cuidados
após a reanimação
·
Fique
atento pois a qualquer momento pode ser necessário realizar a reanimação.
·
Mantenha
a vítima aquecida e não a deixe sentar-se ou levantar-se.
ATENÇÃO:
Mesmo após normalizado o quadro a vítima deve ser encaminhada para
atendimento médico.
XIV.
ESTADO DE CHOQUE
Sintomas apresentados
|
·
Pele
fria e úmida
·
Suor
na testa e nas palmas das mãos
·
Face
pálida com expressão de ansiedade
·
Náuseas
e vômitos
·
Respiração
rápida e irregular
|
·
Pulso
fraco e rápido
·
Visão
nublada
·
Lábios
e extremidades arroxeadas
·
Sensação
de frio com aparecimento de tremores
·
Inconsciência
|
Procedimento
·
Realize
um exame visual da vítima
·
Elimine
a causa do choque (Ex. estanque a hemorragia)
·
Mantenha
a vítima deitada, a cabeça deve estar mais baixa que o tronco, exceto nos casos
de fraturas de crânio ou costelas.
·
Afrouxe
a roupa no pescoço, peito e cintura
·
Mantenha
as vias respiratórias desobstruídas. Em caso de salivação abundante ou vômito
vire a cabeça da vítima de lado.
·
Mantenha
a vítima agasalhada
Cuidados
adicionais.
·
Levante
as pernas da vítima, exceto se existir fraturas
·
Se
a vítima estiver consciente e puder engolir, dê-lhe líquidos quentes.
·
Não
dê líquidos se a vítima estiver inconsciente ou se houver suspeita de lesões ou
ferimentos abdominais.
·
Não
dê bebida alcoólica em hipótese alguma.
XV.
HEMORRAGIAS
É a perda de sangue resultante do
rompimento de uma veia ou artéria. Antes de iniciar o atendimento, identifique
a extensão dos ferimentos, se houver corpos estranhos encravados, estes não
devem ser removidos para não agravar ainda mais a situação, neste caso deve ser
aplicada uma compressa, sem aplicação de pressão.
Importante
1)
Todo
sangramento deve ser contido rapidamente.
2)
A
hemorragia abundante e não controlada pode causar a morte entre 3 e 5 minutos.
3)
Ao
prestar socorro utilize luvas para sua proteção.
Em função dos diferentes cuidados,
dependendo do tipo ou da extensão da lesão, há a necessidade de abordagens
diferentes, com procedimentos específicos. Neste capítulo foram selecionados
alguns exemplos.
Hemorragias dos membros superiores ou
inferiores.
·
Controle
a hemorragia com a utilização de compressa.
·
Faça
pressão sobre o ferimento utilizando uma gaze, pano ou lenço limpo. Na
impossibilidade de se utilizar uma compressa, comprima a região atingida com o
dedo ou com a mão.
·
Amarre
a compressa com uma faixa, gravata ou tira de pano, sem apertar muito forte
para não interromper a circulação normal do sangue.
·
Se
o ferimento estiver localizado abaixo do joelho ou do cotovelo, coloque um
chumaço de gaze ou papel no lado interno da articulação, dobre o membro e
coloque uma atadura.
Cuidados adicionais:
1.
Não
remova a compressa ou atadura até que a vítima receba os cuidados médicos
2.
Se
a hemorragia ainda persistir, pressione fortemente contra o plano ósseo, com o
dedo ou com a mão, nos pontos onde as veias e artérias são mais fáceis de serem
localizadas.
Controle
da hemorragia com torniquete
Deve
ser utilizado quando a hemorragia for conseqüência de grandes lesões como
membros dilacerados, esmagados ou decepados e os meios convencionais não forem
suficientes para controlar o sangramento.
Procedimento
para aplicação de torniquete
·
Envolva
a parte superior do membro ferido, sem apertar, utilizando panos resistentes e
largos.
ATENÇÃO
Não
devem ser utilizadas faixas com menos de cinco centímetros de largura, fios,
arames, etc..
·
Dê
um nó e coloque um pedaço de madeira sobre o nó.
·
Dê
um duplo nó sobre a madeira e gire-a até estancar a hemorragia.
·
Imobilize
a madeira para manter o torniquete pressionado. Desaperte-o ligeiramente a cada
10 (dez) ou 15 (quinze) minutos para que o sangue circule até a extremidade do
membro.
·
Este
movimento deve ser repetido até estancar o sangramento ou a vítima receber
atendimento médico.
Cuidados
adicionais
1)
Faça
uma anotação identificada com o torniquete, constando a hora exata em que foi
feito o torniquete mantendo-a junto à vítima e em local visível.
2)
Solicite
socorro médico imediatamente ou remova a vítima para um hospital.
3)
Mantenha
o torniquete descoberto.
4)
Mesmo
após estancar o sangramento, mantenha o torniquete solto sem retirá-lo, para
que possa ser apertado novamente no caso da hemorragia recomeçar.
5)
Se
a vítima ficar com as extremidades arroxeadas, solte um pouco o torniquete,
apertando-o novamente se a hemorragia aumentar.
6)
Mantenha
a vítima aquecida.
7)
Não
dê líquidos quando a vítima estiver inconsciente.
Hemorragia Interna
Sintomas
apresentados
|
·
Pulso
fraco
·
Pele
fria
·
Suores
abundantes
·
Palidez
intensa
|
·
Mucosas
descoradas
·
Sede
·
Tonturas
·
Inconsciência
|
ATENÇÃO
·
Vítima
inconsciente pode significar estado de choque
·
Na
hemorragia de estômago a vítima apresenta antes do sangue aparecer, enjôo e
náuseas e ao vomitar o sangue sai com aparência de borra de café.
·
Na
hemorragia dos pulmões, a vítima expele sangue pela boca em golfadas e é
vermelho vivo, logo após acesso de tosse.
A
hemorragia interna é conseqüência de um ferimento profundo com lesão de órgãos
internos ou rompimento de veias e artérias. Além da dificuldade para
identificação, pois o sangue geralmente não aparece, pouca coisa pode ser feita
para este tipo de sangramento e a vítima deve ser encaminhada imediatamente
para atendimento médico. No entanto algumas providências podem ser tomadas
enquanto a vítima não recebe atendimento médico:
·
Mantenha
a vítima deitada com a cabeça mais baixa que o corpo
·
Aplique
saco de gelo ou compressas frias na região atingida.
·
Procure
mantê-la calma e não lhe dê nada pela boca.
ATENÇÃO:
Nos casos onde houver suspeita de fratura de crânio a cabeça deve ser mantida
um pouco levantada, aproximadamente uns 30 graus.
Hemorragia
nasal
Procedimento
·
Faça
a vítima sentar-se, com a cabeça inclinada para trás.
·
Solicite
à mesma para respirar pela boca e não assoar o nariz.
·
Aperte
a(s) narina(s) que estão sangrando com os dedos.
·
Coloque
compressa fria ou bolsa de gelo sobre o nariz.
·
Se
o sangramento não parar, coloque tampão de gaze ou algodão, umedecidos em água
limpa ou soro fisiológico dentro da narina e procure atendimento médico.
XVI.
FRATURAS
Fratura é a ruptura de um osso ou
cartilagem. Os primeiros socorros visam apenas impedir o deslocamento das
partes quebradas, evitando maiores danos e diminuindo a dor da vítima.
Sintomas
Apresentados:
·
Dor
·
Edema
(inchaço)
·
Mobilidade
deficiente (dificuldade de movimentar o membro ou região)
·
Hematoma
e sensação de atrito
·
Deformidade
(no caso de fratura exposta aparece partes dos osso)
ATENÇÃO
·
Mantenha
a vítima quieta, mexendo o mínimo a parte lesada, até que seja feita uma análise
mais completa da extensão da fratura;
·
Não
remova a vítima antes de imobilizar o local da fratura, exceto se houver perigo
maior;
·
Ao
improvisar a tala, utilize pano ou outro material macio, a fim de proteger a
região lesada;
·
Posicione
o membro lesado na posição mais confortável possível para amenizar a dor,
exceto nas fraturas expostas, pois neste caso poderia agravar ainda mais a
lesão.
Imobilização
da região fraturada
Providencie
uma tala, pode-se usar uma tábua, estaca, papelão, vareta de metal, revistas ou
jornais grossos dobrados, para sustentar o membro ferido. Esta tala deve ter o
comprimento suficiente para ultrapassar as articulações (juntas). Acima e
abaixo da fratura. Use panos ou outros materiais macios para acolchoar as
talas.
ATENÇÃO:
A
tala deve ser amarrada com faixas ou tiras de pano não muito apertadas e, no
mínimo, em quatro lugares.
Na
impossibilidade de se fazer a tala, o braço fraturado pode ser amarrado
dobrado, junto ao corpo e a perna fraturada pode ser amarrada à outra, tendo o
cuidado de se utilizar uma manta ou toalha entre elas.
Fêmur
Providencie
uma tala de forma que a tábua colocada na parte externa da perna, ultrapasse a
região da bacia.
Costelas
·
Imobilize
o tórax, enfaixando o peito juntamente com os braços cruzados na região do
externo.
·
Movimente
a vítima o mínimo possível, pois a costela quebrada pode perfurar os pulmões.
·
Não
aperte demais as faixas para não dificultar os movimentos respiratórios.
Fratura
Exposta
É
caracterizada pelo rompimento da pele e outros tecidos, deixando partes do osso
exposta.. Na imobilização, devemos obedecer os mesmos procedimentos já citados
anteriormente, antes porém, o ferimento deve ser cuidado e a hemorragia
estancada (se necessário).
Fraturas
que requerem maiores cuidados
Fratura
na coluna vertebral ou pescoço
Após
qualquer tipo de acidente, toda pessoa que sentir dor forte no pescoço ou nas
costas, deve ser socorrida como se houvesse fratura de vértebras, mesmo não
ocorrendo os demais sintomas característicos. Este tipo de fratura pode
provocar a morte ou a paralisia permanente.
Sintomas
apresentados:
|
·
Dor
muito intensa
·
Estado
de choque
·
Paralisia
dos dedos das mãos e dos pés
|
·
Paralisia
das pernas
·
Formigamento
em membros
·
Perda
de sensibilidade
|
Procedimento:
·
Identifique
se existe hemorragia com sangramento abundante e que deva ser tratada primeiro.
·
Verifique
a respiração. Se for necessário fazer respiração artificial, procure mover a
cabeça da vítima o mínimo possível. Aqueça a vítima e chame imediatamente um
médico.
·
Evite
mexer na vítima. Se for necessário transportá-la, faça-o seguindo todos os
cuidados indicados no capítulo XX desta apostila.
No
caso de suspeita de fratura no pescoço, envolva-o com uma toalha, de modo que
fique imobilizado, sem apertá-lo em demasia.
ATENÇÃO
|
·
A
vítima deve ser transportada em maca ou padiola, e somente de costas. Se
possível solicite ajuda de veículos que possibilitem tal condição.
·
Não
devem ser feitos movimentos que venham flexionar a coluna ou o pescoço.
·
Coloque
uma toalha dobrada em baixo do pescoço e da cintura
·
Durante
o transporte da vítima o motorista deve evitar manobras ou freadas bruscas,
mantendo uma velocidade compatível com o tipo de estrada.
|
Fratura
de Crânio
Este
é um dos casos mais graves de fratura, muitas vezes com conseqüências fatais.
Muito pouco pode ser feito em termos de primeiros socorros, porém, alguns
cuidados devem ser tomados para se evitar que a situação se agrave ainda mais.
Sintomas
Apresentados:
|
·
Dor
de cabeça
·
Vômitos
·
Hemorragia
do nariz, boca ou ouvidos.
·
Convulsão
|
·
Desorientação
·
Inconsciência
·
Paralisia
dos braços, pernas, etc.
|
Procedimento
·
Deite
a vítima com a cabeça ligeiramente mais alta que o corpo (aproximadamente 30
graus
·
Controle
a hemorragia, se necessário
·
Cuide
do ferimento e enfaixe a cabeça, sem apertar muito. Envolva o pescoço com uma
toalha para que fique imobilizado.
·
Se
for necessário transportá-la, movimente-a com cuidado e de preferência de maca.
·
Não
dê coisa alguma via oral e atente para que a vítima não se afogue em seu
próprio vômito.
XVII. FERIMENTOS
A ferida ocorre em conseqüência de
acidentes e caracteriza-se pelo rompimento da pele. Nos casos mais graves acaba
afetando também, tecidos mais profundos e órgãos internos.
Dependendo do tipo de acidente, os
ferimentos podem apresentar maior ou menor gravidade. Quando o ferimento for
intenso ou se enquadrar em uma das situações abaixo, a vítima deverá ser
encaminhada para socorro médico imediatamente após os primeiros socorros:
·
Pele,
músculos e nervos dilacerados ou bordas feridas que não se juntam corretamente.
·
Suspeita
de corpos estranhos nos ferimentos.
·
Suspeita
de ferimento profundo.
·
Qualquer
tipo de ferimento nos olhos ou na cabeça (crânio e face).
ATENÇÃO
·
Ao
cuidar de qualquer tipo de ferimento coloque luvas antes de iniciar o
atendimento.
·
Não
tente retirar corpos estranhos dos ferimentos e nem aperte demasiadamente
compressas e ataduras. Remova somente os que saírem facilmente durante a
limpeza.
·
Para
estancar hemorragias, veja capítulo XV desta apostila.
Ferimento superficial
·
Lave
a ferida utilizando água e sabão neutro ou soro fisiológico.
·
Proteja
o ferimento utilizando gaze ou pano limpo.
ATENÇÃO
·
Nunca
utilize algodão ou lenço de papel para proteger o ferimento.
·
Mantenha
o curativo sempre limpo e seco, substituindo a gaze quantas vezes forem
necessárias.
Ferimento
com o abdômen aberto
·
Mantenha
a vítima deitada.
·
Proteja
os órgãos expostos com uma compressa ou pano limpo, ambos umedecidos em água
limpa ou soro fisiológico.
·
Prenda
a compressa firmemente no lugar, porém sem comprimir o abdômen.
Ferimentos
no tórax
·
Observe
se existe ruído de ar passando pelo ferimento. Se afirmativo há perfuração dos
pulmões.
·
Pressione
imediatamente o ferimento com gaze, pano limpo ou com as próprias mãos para
evitar a entrada de ar nos pulmões.
·
Prenda
o curativo utilizando uma faixa ou um cinto, passando em volta do tórax, sem
apertar muito para não prejudicar a respiração.
Ferimentos
na cabeça
·
Deite
a vítima de costas, e afrouxe as roupas, principalmente no pescoço.
·
Coloque
uma compressa ou pano limpo sobre o ferimento sem pressionar.
·
Prenda
a compressa com esparadrapo ou tira de pano. Dispondo de uma faixa, envolva a
cabeça da vítima da forma indicada na ilustração.
·
Enquanto
aguarda atendimento médico, mantenha a vítima aquecida e não lhe dê nada por
via oral
Ferimento
nos olhos
Devido
a grande sensibilidade dos olhos, este tipo de ferimento deve ser tratado
somente por pessoas especializadas. Os eventuais corpos estranhos devem ser
retirados, quando não encravados nos olhos, antes do olho ser protegido.
Procedimento:
·
Não
deixe que a pessoa esfregue os olhos, ela deve somente piscar seguidamente para
formar lágrimas que servem para lavar os olhos e, às vezes, eliminar o corpo
estranho.
·
Proteja
o olho envolvendo-o com gaze e prendendo com esparadrapo.
·
Procure
imediatamente um especialista.
XIV.
QUEIMADURAS
São decorrentes do calor excessivo ou
da ação de produtos químicos na pele. Em função da dificuldade de se
identificar a gravidade, que pode ser classificada pela profundidade ou pela
extensão, toda queimadura deve ser encaminhada para socorro médico, com exceção
dos casos onde somente pequenas áreas de pele aparecem apenas avermelhadas.
Dependendo da profundidade podem ser
consideradas de 1o, 2o e 3o graus e as três
situações podem ocorrer na pessoa.
Sintomas apresentados:
·
Queimaduras
de 1o grau
Lesão das camadas superficiais da
pele, com ardor local suportável e pele avermelhada.
·
Queimaduras
de 2o grau
Lesão das camadas mais profundas da
pele, com aparecimento de bolhas, dor local e desprendimento de partes de pele.
·
Queimaduras
de 3o grau
Lesão de todas as camadas da pele,
inclusive dos tecidos mais profundos.
Cuidados
gerais
·
Deite
a vítima com a cabeça e o tórax posicionados abaixo do restante do corpo.
·
Não
perfure as bolhas e nem coloque os dedos diretamente sobre o local.
·
Corte
toda roupa próxima à região queimada.
·
NÃO
REMOVA A ROUPA QUE EVENTUALMENTE TENHA COLADO NA QUEIMADURA
·
Coloque
uma compressa ou pano limpo umedecido sobre o local.
·
Se
a vítima estiver consciente, mantenha-a calma e dê-lhe líquidos (nunca bebidas
alcoólicas).
·
Encaminhe
a vítima para atendimento médico.
ATENÇÃO
Queimaduras
químicas
·
Lave
a parte atingida com bastante água. A rapidez nessa aplicação de água é
importantíssima para diminuir a extensão do ferimento.
·
Deixe
a água correr sobre o ferimento enquanto a roupa é removida.
·
Coloque
sobre a área queimada um tecido limpo.
·
Se
a queimadura for extensa, faça a vítima deitar-se e tome as providências para
prevenir o estado de choque.
·
NÃO
aplique ungüentos, pomadas, bicarbonato de sódio ou outras substâncias.
·
NÃO
fure as bolhas.
·
Evite
tocar na área ferida.
Queimadura
nos olhos
·
Lavar
os olhos com água em abundância ou, se possível, com soro fisiológico, durante
vários minutos.
·
Vendar
os olhos com panos limpos ou gaze.
·
Levar
a vítima imediatamente à um médico.
XV.
EMERGÊNCIAS CLÍNICAS
CONVULSÕES
São contraturas involuntárias da
musculatura e em geral apresentam a perda da consciência. A epilepsia é um
exemplo de convulsão.
Sintomas apresentados
·
Cabeça
inclinada para trás e espasmos incontroláveis.
·
Lábios
azulados.
·
Olhos
virados para cima.
·
Inconsciência.
·
Salivação
abundante.
Procedimento
·
Coloque
a vítima deitada de costas em lugar confortável
·
Retire
do corpo da vítima objetos que possam machucá-la tais como pulseiras, óculos,
relógios, colares, etc.
·
Remova
os objetos próximos que possam machucá-la.
·
Coloque,
se possível, um pano entre seus dentes, a fim de evitar mordidas na língua e
levante o queixo para passagem de ar.
Durante
as crises convulsivas, não molhe nem tente segurar a vítima. Afaste os curiosos
e somente cuide para que ela não se machuque ao se debater.
Cessada
as convulsões, mantenha a vítima deitada ainda por alguns minutos até que ela
tenha total controle de sí, deixando-a dormir, se necessário, enquanto aguarda
atendimento médico adequado.
ENVENENAMENTO
Os
casos de envenenamento devem ser tratados de maneira especial.
Seja
qual for o tipo de veneno, o socorro deve ser imediato a fim de impedir que o
veneno seja absorvido pelo organismo. Se possível a vítima deve ser
imediatamente encaminhada à um hospital, porém, se isto não for possível, é
necessário identificar o tipo de veneno.
Normalmente
as embalagens dos produtos tóxicos ou nocivos à saúde trazem as providências de
primeiros socorros necessárias e adequadas ao produto.
Podemos
observar diversos tipos de envenenamento:
·
Venenos
através da pele;
·
Venenos
aspirados;
·
Venenos
ingeridos;
·
Venenos
de picadas de animais peçonhentos.
Envenenamento
através da pele
Jogue
a maior quantidade de água possível sobre a vítima. Continue jogando água
enquanto retira as roupas contaminadas e em seguida lave muito bem a pele da
vítima.
Ë
importante que você se proteja colocando luvas e evitando inalar o produto.
Venenos
Aspirados
·
Antes
de atender a vítima de aspiração de veneno, proteja-se evitando inalar o
produto. Areje completamente o ambiente, retire a vítima e a faça respirar ar
puro.
·
Impeça
a vítima de andar.
·
Mantenha-a
quieta e agasalhada.
·
Não
dê bebidas alcoólicas.
·
Não
provoque vômito.
·
Afrouxe
as roupas e deite a vítima com a cabeça mais baixa que o corpo, para facilitar
a respiração.
·
Leve
a vítima imediatamente à um médico ou hospital, cuidando para que ela permaneça
em local ventilado.
ATENÇÃO
Se a vítima precisar de respiração
artificial não faça diretamente, utilize equipamentos apropriados.
Venenos Ingeridos (tomados)
Antes de tomar qualquer medida é
necessário identificar qual o tipo de veneno ingerido. Em alguns casos provocar
vômito é a solução, em outros não.
Não provoque vômito se a vítima:
·
Estiver
inconsciente
·
Tiver
tomado: soda cáustica, produtos derivados de petróleo como gasolina, querosene,
removedor, etc., ácidos, amoníacos, alvejantes ou desinfetantes.
Se o envenenamento for causado por:
·
Ácido
Dê leite, água com bicarbonato, azeite
de oliva ou clara de ovos. Isto ajuda a aliviar a irritação do aparelho
digestivo.
·
Soda
Cáustica
Dê uma mistura de vinagre e suco de
limão diluída em água. Em seguida dê leite, água, azeite de oliva ou clara de
ovos.
Nos demais casos dê leite ou clara
de ovos ou o antídoto universal:
·
uma
parte de leite de magnésia
·
duas
partes de carvão
·
uma
parte de chá forte
Provoque vômito
Nas vítimas que não tiverem ingerido
produtos derivados de petróleo.
Para provocar o vômito, somente nas
vítimas conscientes, dê bastante:
·
Água
salgada, ou
·
Água
com sabão, ou
·
Água
morna.
Continue provocando o vômito até que
todo aparelho digestivo esteja limpo. Em seguida dê leite ou clara de ovos.
Leve a vítima imediatamente às um médico ou hospital. Se possível leve um pouco
do veneno ou a embalagem para o médico. Isto facilita o tratamento.
Venenos
de animais peçonhentos
As picadas destes animais são muito
mais fáceis de serem prevenidas do que propriamente serem tratadas. Quase 80%
dos casos são provenientes de picadas nas partes inferiores das pernas. Nos
demais, a maioria são nas regiões das mãos e antebraços. Assim para se
proteger, sempre use botas de canos altos e luvas ao adentrar lugares que
possam abrigar estes animais.
Como socorrer a vítima
As providências são as mesmas para
picadas de cobras, aranhas e escorpiões. A vítima deve ser encaminhada
imediatamente para um hospital público ou posto de saúde, tomando-se os
seguintes cuidados:
·
Não
deixe que a vítima caminhe.
·
Extraia
o veneno nos primeiros 30 minutos
·
Mantenha-a
calma e agasalhada.
·
Se
o atendimento for prestado por duas pessoas, enquanto uma encaminha a vítima
para atendimento médico, a outra procura recolher o animal agressor, ou pelo
menos identificá-lo corretamente. Existem soros específicos para cada espécie.
·
Aplique
compressas frias ou gelo sobre a picada.
·
Passados
30 minutos da mordida, as providências acima se tornam desnecessárias e a
vítima deve ser encaminhada imediatamente para um hospital.
Não aplique torniquete pois a ação do
veneno das cobras brasileiras é necrosante.
Insolação
e intermação e desmaios
Insolação
É causada pela ação direta e
prolongada dos raios solares sobre a vítima, na rua, no campo, paria, etc.
Os sinais que a vítima apresenta são:
·
Dificuldade
respiratória (falta de ar)
·
Dor
de cabeça, náuseas e tontura.
·
Temperatura
do corpo elevada
·
Pele
quente, avermelhada e seca (não há suor)
·
Inconsciência.
Intermação
Ë causada devido a ação do calor sobre
a vítima em lugares fechados e não arejados como fundições, padarias,
caldeiras, etc. Os sinais que a vítima apresenta são:
·
Palidez
·
Dor
de cabeça e náuseas
·
Suor
excessivo
·
Tontura
e inconsciência
O que fazer:
·
Remova
a vítima para local fresco e arejado
·
Mantenha
a vítima deitada e com a cabeça elevada.
·
Refresque-lhe
o corpo com água
·
Envolva
a cabeça em toalhas ou panos embebidos em água fria renovando-os com
freqüência. Se possível ponha bolsas de gelo nas laterais do pescoço, axilas e
virilha.
Desmaios
O desmaio é a perda momentânea dos
sentidos e pode ser considerado uma forma leve de estado de choque. Geralmente
ocorre em conseqüência de emoções fortes súbitas, fadiga. Fome ou nervosismo.
Sintomas apresentados antes do desmaio
·
Palidez
·
Tontura
·
Frio
·
Corpo
amolecido e sem forças
Na maioria dos casos a vítima percebe
que vai desmaiar e a situação pode ser evitada com a antecipação dos cuidados a
seguir:
·
Sente
a vítima em um lugar qualquer e curve-a para a frente, colocando sua cabeça
entre as pernas.
·
Mantenha-a
nesta posição e faça-a respirar profundamente.
·
Mesmo
após passados os sintomas, mantenha a vítima sentada por mais alguns minutos.
Sintomas
apresentados no desmaio
·
Inconsciência
·
Suor
abundante
·
Pulso
e respiração fracos
Procedimentos
·
Deite
a vítima com a cabeça mais baixa que o corpo ou no mesmo nível. Se possível
mantenha as pernas ligeiramente levantadas
·
Desaperte
as roupas e aplique compressas frias no rosto e na testa.
·
Verifique
a respiração e a pulsação.
ATENÇÃO
·
Se
a vítima apresentar o rosto demasiadamente avermelhado, a cabeça deve ser
mantida mais alta que o corpo, enquanto persistir este sintoma.
·
Se
a situação prolongar-se por mais de dois minutos, agasalhe a vítima e procure
socorro médico imediatamente pois ela pode estar entrando em estado de choque.
·
Mesmo
após recobrar a consciência, a vítima pode ser mantida em repouso por vários
minutos.
XVI.
TRANSPORTE DE VÍTIMAS
Propositadamente deixamos por último a
abordagem que trata do transporte da vítima de acidente. Não pela importância,
que é indiscutível, mas sim pela ordem de prestação dos primeiros socorros.
Sempre salientamos que o transporte
das vítimas deveria ser deixado para uma segunda ou terceira etapa do
atendimento, salvo em raríssimos casos. Tudo isso para que o transporte pudesse
ser realizado da forma mais segura e correta possível.
Assim, transporte a vítima para
atendimento médico se não for possível aguardar o atendimento médico no local e
se foram tomados inicialmente, quando necessário, os seguintes procedimentos:
·
As
hemorragias estancadas
·
A
massagem cardíaca e respiração artificial efetuadas
·
Fraturas
de pescoço e coluna imobilizadas
·
Demais
fraturas imobilizadas
·
Ferimento
tratados
Importante
A decisão de remover ou não a vítima
do local do acidente, de transportá-la ou não para atendimento médico é sua.
Somente você tem o domínio da situação e pode diagnosticá-la, levando em
consideração o local do acidente, a gravidade dos ferimentos, a dificuldade no
atendimento da vítima, a impossibilidade de procurar ou aguardar ajuda.
Não se precipite, aja com prudência.
Sua decisão, com certeza, será a melhor possível.
De acordo com o estado geral da
vítima, deve ser utilizado o método de transporte mais conveniente e
confortável. Entretanto vítimas com suspeita de fraturas no pescoço ou coluna,
principalmente, ou fraturas também graves, devem ser transportadas por maca ou
pelo processo de 4 ou 3 pessoas.
Transporte por maca:
Impeça que a vítima se movimente sobre
a maca. Cuidados devem ser tomados no momento da colocação e da remoção da
vítima. A maca é a condição mais segura e confiável para o transporte de uma
vítima.
Transporte por pessoas:
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Nos braços:
Passe um
dos braços da vítima ao redor do seu pescoço.
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Nas
costas:
De
costas para a vítima, passe os braços dela ao redor do seu pescoço. Incline-se
para a frente e levante a vítima.
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De
apoio:
Passe
o seu braço em torno da cintura da vítima e o braço da vítima ao redor do seu
pescoço.
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Puxada
pelas axilas:
Proteja
a cabeça da vítima encostando-a em sua coxa. A seguir segure-a firmemente
pelas axilas e puxe-a devagar.
Puxada
por uma manta:
Procure
manter o corpo da vítima o mais reto possível.
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Por
três pessoas:
Uma
segura a cabeça e as costas, a outra cintura e parte superior das coxas e a
terceira segura a parte inferior das coxas e as pernas. O movimento, das três
pessoas, deve ser simultâneo, para impedir deslocamentos da cabeça, coluna,
coxas e pernas.
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Por
quatro pessoas:
Semelhante
ao de três pessoas. A quarta pessoa imobiliza a cabeça da vítima, impedindo
qualquer tipo de deslocamento.
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